A Matemática tem um potencial de estruturas/padrões que nos permite compreender o mundo que nos rodeia e imaginar mundos diferentes. Possibilita ainda, enriquecer o nosso imaginário, de forma estruturada, que tem atraído numerosos criadores de Arte e tem influenciado algumas correntes artísticas. Na história, a Matemática evoluiu imensas vezes por ordem estética. Desde sempre, que esta tem uma intima relação com a Arte mas até à Renascença a oposição entre elas não tinha grande sentido, basta olhar para as obras de Leonardo Da Vinci. Actualmente, a actividade artística reivindica de novo a influencia da Matemática na arte: Paul klee, Kandinsky, Vasarely, Corbusier, Xenahis, Maurits Cornelis Escher e muitos outros, são exemplos de artistas que se deixaram fascinar pela Matemática que exploraram novas possibilidades ópticas. As gravuras de Escher por exemplo, estão cheias de surpresas que vivem no limiar da realidade, entre o presumível e o inacreditável, o possível e o impossível, e cuja chave é a Matemática. Escher foi primeiramente apreciado e aceite pelos matemáticos e cientistas e só posteriormente admirado como artista. Uma das principais contribuições da obra deste artista está na sua capacidade de conceber imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com uma notável qualidade técnica e estética, tudo isto, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva.
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| Escher: Dia e noite (1938) |
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Esher: Cada vez Menor (1956)
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