segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Matemática e a Arte

A Matemática tem um potencial de estruturas/padrões que nos permite compreender o mundo que nos rodeia e imaginar mundos diferentes. Possibilita ainda, enriquecer o nosso imaginário, de forma estruturada, que tem atraído numerosos criadores de Arte e tem influenciado algumas correntes artísticas. Na história, a Matemática evoluiu imensas vezes por ordem estética. Desde sempre, que esta tem uma intima relação com a Arte mas até à Renascença a oposição entre elas não tinha grande sentido, basta olhar para as obras de Leonardo Da Vinci.  Actualmente, a actividade artística reivindica de novo a influencia da Matemática na arte: Paul klee, Kandinsky, Vasarely, Corbusier, Xenahis, Maurits Cornelis Escher e muitos outros, são exemplos de artistas que se deixaram fascinar pela Matemática que exploraram novas possibilidades ópticas. As gravuras de Escher por exemplo,  estão cheias de surpresas que vivem no limiar da realidade, entre o presumível e o inacreditável, o possível e o impossível, e cuja chave é a Matemática. Escher foi primeiramente apreciado e aceite pelos matemáticos e cientistas e só posteriormente admirado como artista. Uma das principais contribuições da obra deste artista está na sua capacidade de conceber imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com uma notável qualidade técnica e estética, tudo isto, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva.


Escher: Dia e noite (1938)

Esher: Cada vez Menor (1956)



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Arte com Manipulação Genética

O campo artístico foi influenciado pela evolução da ciência e da tecnologia, bem como, os seus novos dispositivos. Desde há muito, que a arte procura acompanhar esta evolução tecnológica e científica. Actualmente, os artistas são desafiados pelas múltiplas possibilidades que a biotecnologia oferece, são levados a realizar outras realidades e são estimulados a criar novas metáforas. Arte biológica, bioarte, arte transgénica, são alguns dos nomes que têm vindo a ser utilizados para determinar uma produção surgida da intersecção com a biologia deste universo das coisas vivas com o mundo artístico, potencializando a emergência de um novo segmento estético, onde a manipulação da natureza serve de ponto de partida para a criação artística.
Eduardo Kac, artista plástico, pioneiro da arte com manipulação genética, inaugurou o novo conceito de “Arte Transgénica”, uma forma de criação artística baseada na utilização de técnicas de engenharia genética para transferência de genes para um organismo vivo, de modo a criar novas formas de vida. Através destas técnicas, fez nascer num laboratório francês, uma coelha fluorescente. Este projecto, é um exemplo de onde despontam as questões éticas mais relevantes da pesquisa científica e artística da nossa época.  A obra  faz despontar a pergunta que assombra os artistas e cientistas modernos: qual o nosso limite de actuação?


      
Entrevista a Eduardo Kac


Arte transgénica de Eduardo Kac : "GFP Bunny" (2000)

           

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A minha filosofia de ensino...

Eu, como docente de Educação Visual e Tecnológica e futuramente de Artes Visuais, senti nos anos em que leccionei, uma enorme responsabilidade na formação moral, intelectual, cultural e cívica dos alunos cujo futuro, dependerá em grande parte da minha forma de ensino. Todos os dias quando entro numa sala de aula, o meu principal objectivo é ensinar, motivar, compartilhar, transmitir e educar, mas também encaixar-me no tempo e no espaço, viver a contemporaneidade. É importante conhecer o perfil das turmas, compreendendo que não se pode exigir de todas elas respostas iguais, bem como respeitar a história individual de cada aluno e os seus contextos sócio culturais. Procuro aliar todos estes aspectos ao carácter evidentemente objectivo/científico que deve pautar o ensino. Penso que o professor deve proporcionar aos alunos um ambiente estável e imerso de relações e experiências, aprendendo a ensinar e aprendendo a aprender. Por tudo isto, acredito que aprendi tanto com os meus alunos como eles comigo. O processo de aprendizagem é mútuo: sou, hoje, melhor professora do que era ontem e isso devo-o a eles. Contudo, actualmente sinto que se exige dos professores uma grande capacidade criativa bem como de tomada de decisões, e que mesmo que tentemos ensinar e motivar, boa parte dessa energia acaba por ser direccionada para solucionar graves problemas de comportamento e a falta de interesse da maior parte dos alunos.

Na minha aula de EVT: Explorar, Criar, Motivar...!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O uso das Tic na sala de aula:


O uso das TIC dentro da sala de aula é um veículo de interacção e de aproximação entre os alunos, os professores, a arte e a tecnologia. Na minha disciplina, estas são utilizadas com o objectivo de estimular e motivar os alunos, através de uma apresentação mais dinâmica dos conteúdos e permitir que a aprendizagem não se concentre apenas na exposição e visualização de imagens e textos. A utilização das TIC por parte dos alunos leva-os a diversificar os seus trabalhos e expressarem-se de outra forma, conseguindo, assim, ir ao encontro de uma nova expressão e criatividade mais genuínas. Na escola, o mais importante no ensino da arte, é colocar o aluno em contacto com diferentes maneiras de expressar as suas ideias, para que amplie as suas capacidades comunicativas e descubra as suas próprias formas de utilizar os recursos existentes na actualidade. As formas de utilizar as TIC entre os alunos, o professor e por ambos, variam entre a apresentação de projecções, Power Point, quadro interactivo, Photoshop, entre outros.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Joan Miró - Artista Espanhol



Exemplo de um recurso a utilizar dentro da sala de aula para leccionar os conteúdos  Cor, linha e Ponto: Visualização das obras de Joan Miró, pintor e escultor que criou a sua própria linguagem artística e procurou retratar a natureza como o faria o homem primitivo ou uma criança, que tivesse, no entanto, a inteligência de um homem maduro do Século XX. 

Levar os alunos a museus de arte

Da mesma forma de que é largamente reconhecido que a aprendizagem não pode continuar limitada aos livros, a educação não deve estar reduzida ao que é transmitido dentro das quatro paredes da sala de aula. A aprendizagem no museu de arte deve ser parte integrante de todos os programas de arte na escola e não deve ser tratada como uma simples actividade paralela ou um recurso adicional para a aula de arte. Os museus de arte são particularmente importantes para a educação artística, porque a observação de arte é a fonte mais importante do ensino artístico. Embora os alunos e os professores possam obter uma ideia razoavelmente exacta de muitas formas de arte através de reproduções, nada pode substituir a observação directa.

A importância de ensinar ARTE:

Arte é a oportunidade de explorar, construir e aumentar os nossos conhecimentos, desenvolver as nossas habilidades, realizar trabalhos estéticos, bem como explorar os nossos sentimentos. É importante que o ensino de Arte possibilite a todos os alunos a construção de conhecimentos que interajam com a sua emoção, através do pensar, do apreciar e do fazer arte. Uma aprendizagem centrada na compreensão da arte possibilita uma experiência que permite ao aluno adquirir um conjunto de competências capazes de enriquecer a sua personalidade. O conceito do belo, a harmonia e o equilíbrio que realizamos na actividade artística ajudam a desenvolver a emoção bem como a capacidade de questionar, imaginar e criticar. Despertar o aspecto crítico dos alunos é uma forma de torná-los mais conscientes dos seus direitos e deveres, do seu papel na sociedade e, possibilita o exercício da cidadania de uma forma mais plena e segura.