O campo artístico foi influenciado pela evolução da ciência e da tecnologia, bem como, os seus novos dispositivos. Desde há muito, que a arte procura acompanhar esta evolução tecnológica e científica. Actualmente, os artistas são desafiados pelas múltiplas possibilidades que a biotecnologia oferece, são levados a realizar outras realidades e são estimulados a criar novas metáforas. Arte biológica, bioarte, arte transgénica, são alguns dos nomes que têm vindo a ser utilizados para determinar uma produção surgida da intersecção com a biologia deste universo das coisas vivas com o mundo artístico, potencializando a emergência de um novo segmento estético, onde a manipulação da natureza serve de ponto de partida para a criação artística.
Eduardo Kac, artista plástico, pioneiro da arte com manipulação genética, inaugurou o novo conceito de “Arte Transgénica”, uma forma de criação artística baseada na utilização de técnicas de engenharia genética para transferência de genes para um organismo vivo, de modo a criar novas formas de vida. Através destas técnicas, fez nascer num laboratório francês, uma coelha fluorescente. Este projecto, é um exemplo de onde despontam as questões éticas mais relevantes da pesquisa científica e artística da nossa época. A obra faz despontar a pergunta que assombra os artistas e cientistas modernos: qual o nosso limite de actuação?
Entrevista a Eduardo Kac
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| Arte transgénica de Eduardo Kac : "GFP Bunny" (2000) |



