terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Arte com Manipulação Genética

O campo artístico foi influenciado pela evolução da ciência e da tecnologia, bem como, os seus novos dispositivos. Desde há muito, que a arte procura acompanhar esta evolução tecnológica e científica. Actualmente, os artistas são desafiados pelas múltiplas possibilidades que a biotecnologia oferece, são levados a realizar outras realidades e são estimulados a criar novas metáforas. Arte biológica, bioarte, arte transgénica, são alguns dos nomes que têm vindo a ser utilizados para determinar uma produção surgida da intersecção com a biologia deste universo das coisas vivas com o mundo artístico, potencializando a emergência de um novo segmento estético, onde a manipulação da natureza serve de ponto de partida para a criação artística.
Eduardo Kac, artista plástico, pioneiro da arte com manipulação genética, inaugurou o novo conceito de “Arte Transgénica”, uma forma de criação artística baseada na utilização de técnicas de engenharia genética para transferência de genes para um organismo vivo, de modo a criar novas formas de vida. Através destas técnicas, fez nascer num laboratório francês, uma coelha fluorescente. Este projecto, é um exemplo de onde despontam as questões éticas mais relevantes da pesquisa científica e artística da nossa época.  A obra  faz despontar a pergunta que assombra os artistas e cientistas modernos: qual o nosso limite de actuação?


      
Entrevista a Eduardo Kac


Arte transgénica de Eduardo Kac : "GFP Bunny" (2000)

           

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A minha filosofia de ensino...

Eu, como docente de Educação Visual e Tecnológica e futuramente de Artes Visuais, senti nos anos em que leccionei, uma enorme responsabilidade na formação moral, intelectual, cultural e cívica dos alunos cujo futuro, dependerá em grande parte da minha forma de ensino. Todos os dias quando entro numa sala de aula, o meu principal objectivo é ensinar, motivar, compartilhar, transmitir e educar, mas também encaixar-me no tempo e no espaço, viver a contemporaneidade. É importante conhecer o perfil das turmas, compreendendo que não se pode exigir de todas elas respostas iguais, bem como respeitar a história individual de cada aluno e os seus contextos sócio culturais. Procuro aliar todos estes aspectos ao carácter evidentemente objectivo/científico que deve pautar o ensino. Penso que o professor deve proporcionar aos alunos um ambiente estável e imerso de relações e experiências, aprendendo a ensinar e aprendendo a aprender. Por tudo isto, acredito que aprendi tanto com os meus alunos como eles comigo. O processo de aprendizagem é mútuo: sou, hoje, melhor professora do que era ontem e isso devo-o a eles. Contudo, actualmente sinto que se exige dos professores uma grande capacidade criativa bem como de tomada de decisões, e que mesmo que tentemos ensinar e motivar, boa parte dessa energia acaba por ser direccionada para solucionar graves problemas de comportamento e a falta de interesse da maior parte dos alunos.

Na minha aula de EVT: Explorar, Criar, Motivar...!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O uso das Tic na sala de aula:


O uso das TIC dentro da sala de aula é um veículo de interacção e de aproximação entre os alunos, os professores, a arte e a tecnologia. Na minha disciplina, estas são utilizadas com o objectivo de estimular e motivar os alunos, através de uma apresentação mais dinâmica dos conteúdos e permitir que a aprendizagem não se concentre apenas na exposição e visualização de imagens e textos. A utilização das TIC por parte dos alunos leva-os a diversificar os seus trabalhos e expressarem-se de outra forma, conseguindo, assim, ir ao encontro de uma nova expressão e criatividade mais genuínas. Na escola, o mais importante no ensino da arte, é colocar o aluno em contacto com diferentes maneiras de expressar as suas ideias, para que amplie as suas capacidades comunicativas e descubra as suas próprias formas de utilizar os recursos existentes na actualidade. As formas de utilizar as TIC entre os alunos, o professor e por ambos, variam entre a apresentação de projecções, Power Point, quadro interactivo, Photoshop, entre outros.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Joan Miró - Artista Espanhol



Exemplo de um recurso a utilizar dentro da sala de aula para leccionar os conteúdos  Cor, linha e Ponto: Visualização das obras de Joan Miró, pintor e escultor que criou a sua própria linguagem artística e procurou retratar a natureza como o faria o homem primitivo ou uma criança, que tivesse, no entanto, a inteligência de um homem maduro do Século XX. 

Levar os alunos a museus de arte

Da mesma forma de que é largamente reconhecido que a aprendizagem não pode continuar limitada aos livros, a educação não deve estar reduzida ao que é transmitido dentro das quatro paredes da sala de aula. A aprendizagem no museu de arte deve ser parte integrante de todos os programas de arte na escola e não deve ser tratada como uma simples actividade paralela ou um recurso adicional para a aula de arte. Os museus de arte são particularmente importantes para a educação artística, porque a observação de arte é a fonte mais importante do ensino artístico. Embora os alunos e os professores possam obter uma ideia razoavelmente exacta de muitas formas de arte através de reproduções, nada pode substituir a observação directa.

A importância de ensinar ARTE:

Arte é a oportunidade de explorar, construir e aumentar os nossos conhecimentos, desenvolver as nossas habilidades, realizar trabalhos estéticos, bem como explorar os nossos sentimentos. É importante que o ensino de Arte possibilite a todos os alunos a construção de conhecimentos que interajam com a sua emoção, através do pensar, do apreciar e do fazer arte. Uma aprendizagem centrada na compreensão da arte possibilita uma experiência que permite ao aluno adquirir um conjunto de competências capazes de enriquecer a sua personalidade. O conceito do belo, a harmonia e o equilíbrio que realizamos na actividade artística ajudam a desenvolver a emoção bem como a capacidade de questionar, imaginar e criticar. Despertar o aspecto crítico dos alunos é uma forma de torná-los mais conscientes dos seus direitos e deveres, do seu papel na sociedade e, possibilita o exercício da cidadania de uma forma mais plena e segura.